Análise da Prova do CGU

Caros Amigos,

Só agora, passada uma semana do certame, estou tendo tempo de escrever sobre ele. Bom, na minha humilde opinião, a prova da CGU foi
vaga e, mais uma vez, desproporcional, está última característica já está virando tradição.

Não consigo encontrar sentido na diferença de 2h do tempo da P.3 em relação à P.2 (antes fosse o contrário ou metade para cada uma), pois, além de serem formadas pelo mesmo número de questões, os enunciados da P.2 eram de longe muito maiores.

Outra característica da prova foi a de apresentar questões por demais vagas, algumas quase sem rigor formal, levando o candidato a mais de uma opção correta/errada (em algumas, até mais) e, por conta disso, ter que ficar tentando adivinhar o que exatamente o elaborador estava pensando quando da elaboração da questão (Ex.: a das janelas deslizantes, a do ataque DNS, dentre muitas outras).

O pior é que o fato aconteceu por toda a prova, não só em TI. Colocar questões assim é uma covardia com o candidato e o gabarito acaba ficando na mão da banca. Como não poderia ser diferente, choveram recursos baseados em argumentos irrefutáveis. Resta esperar a posição da Banca. O ruim é que de uma maneira geral, os candidatos mais bem preparados acabam perdendo com as anulações.

Por último, questões com o gabarito nitidamente errado (a de governabilidade, a dos níveis de maturidade, dentre outras), aqui o erro é menos grave, pois, todos somos humanos e eles só precisariam alterar o gabarito.

Eu não gosto de candidatos reclamões, para os quais a Banca sempre erra, é horrível, é mesquinha, etc. Mas ei de de concordar com eles desta vez, a ESAF, com certeza, errou a mão.

Por último, peço àqueles que estão acabando com as unhas por conta dos rankings extra-oficiais que tenham paciência. A nota da Redação em provas como essa costuma dar um “cavalo-de-pau” na classificação, vide o que aconteceu no último TCU-TI. E para embolar mais ainda o meio-de-campo, o assunto da redação não foi sobre TI, o que deve ter detonado muita gente que está com um suposto “notão”. O negócio agora é esperar!

Bons Estudos,

Walter Cunha

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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