Série Impressões de Provas – Senado 2008 Analista de Sistemas

Fala, Galera!

Infelizmente a FGV não foi bem na logística para realização de um concurso do porte para o Senado Federal.

1. A primeira ocorrência errada que notei foi não haver na entrada do local de provas listas com os nomes para que os candidatos pudessem se localizar. De todas as provas que já fiz (olha que já prestei muitos concursos), foi a primeira vez que não encontrei as listas na entrada.

2. A outra reclamação que faço e que talvez seja a mais crítica foi o fato de nós, candidatos, fazermos uma em um só dia, em somente 5 horas, uma boa prova objetiva, uma questão subjetiva pedindo para que se falasse sobre o desenvolvimento baseado em componentes e uma redação pedindo para que se falasse sobre a inclusão digital!!!

Só para termos uma base, as provas do STF e STJ, que tiveram uma redação para cada prova, foi de 4 horas e 30 minutos.

A prova objetiva não foi tão fácil (claro, havia questões bem simples, outras decorebas, umas raras bem elaboradas e outras bem mecânicas mesmo), o que dificultava se fazer bem tanto a prova objetiva quanto as subjetivas. A estratégia seria, na ordem:

  1. Atacar a parte de conhecimentos específicos;
  2. Fazer a questão subjetiva;
  3. Fazer a redação; e
  4. Atacar a parte de conhecimentos básicos.

Eu, no momento da prova, não segui essa estratégia e não deu tempo de fazer a redação geral. Fui eliminado por isso.

Não dava para se fazer uma boa prova objetiva e deixar para o final as provas subjetivas, pois se corria o perigo de ser eliminado nas provas subjetivas, e não dava para focar muito as provas subjetivas sem fazer uma boa prova objetiva porque é preciso ficar entre os 10 na pontuação na prova objetiva para ter a questão subjetiva e a redação corrigidas.

Essa prova vai privilegiar quem conseguiu fazer uma boa estratégia.

A FGV, na minha opinião, deveria dividir as provas assim:

  1. No sábado: prova objetiva de conhecimentos básicos e a redação; e
  2. No domingo: prova objetiva de conhecimentos específicos e a questão subjetiva.

3. Na prova subjetiva, não nos deram rascunhos com há nas provas do CESPE. O que foi nos dados pela FGV foi só uma folha em branco para rascunharmos uma redação e uma questão subjetiva.

4. Entre as questões de conhecimentos gerais, existia uma questão que acho que a resposta seria o Salvador Dali. Isso, mesmo. Imaginem com foi a pergunta. Eu, particularmente, esperava questão de atualidades e não de história geral.

5. Finalizando, a última reclamação que faço, e a mais hilária, é que no cartão resposta, ao invés de marcamos uma bolinha, a FGV inovou e colocou para marcamos um retângulo imenso para cada questão. E era necessário preenchê-los totalmente para que o cartão seja lido corretamente.

O tempo que levamos para preencher todo o cartão foi muito maior do que qualquer outro com bolinhas. Levei quase 45 minutos só para isso!

Bom, agora é aprender com esta prova, olhar para frente e voltar à mesa de estudo já amanhã mesmo para os próximos concursos que irei fazer, SERPRO e IPEA.

No próximo post, falarei sobre as questões que caíram.

[]s e boa sorte aos que fizeram a prova do Senado!

_________________
Rogério Araújo
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O trabalho árduo e a disciplina são os meios mais rápidos de alcançar meus objetivos!!!
Eu posso, eu consigo! Eu acredito em mim!

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3 Resultados

  1. Marcio Stefani disse:

    Fiz a prova em SP…  e nunca vi tamanho amadorismo de uma banca de concursos.  Eis algumas trapalhadas:

    1) no cartão de inscrição não constava restrições a relógios analógicos. A fiscal todos entrarem portando tais relógios. Depois de 15 minutos disse que não podia mais e que só mencionaria o horário 30 minutos antes do término DA PROVA. O pessoal da sala pediu para avisarem pelo do horário pelo menos a cada 30 minutos. A fiscal se recusou e disse que a coordenação é que viria à sala para discutir a respeito. A coordenadora veio depois do sinal do início da prova, quando então lacraram os relógios e permitiram os fiscais a mencionarem o horário a cada 30 minutos. Todo mundo ficou nervoso e se desconcentrou.
    A própria coordenação teve que ligar para a central da FGV para saber que decisão tomar quanto aos relógios. Isto não é decisão que se tome 5 minutos antes da prova.

    O absurdo foi que várias pessoas portavam lápis e borracha sendo que o Edital mencionava claramente que seriam eliminados os candidatos portanto lápis e borracha. Os fiscais não deram a mínima e as pessoas usaram os objetos não permitidos.

    2) no quadro mencionava-se que o caderno de questões só poderia ser levado 30 minutos antes do término da prova. No próprio cartão de resposta mencionava-se 60 minutos.

    3) Fiscal distribuiu provas ao mesmo tempo que os relógios eram lacrados.

  2. Fernando Ribeiro disse:

    Fiz a prova de Analista de Suporte e gostei da prova (com exceção daquela questão que tem o desenho de um mictório huaheuaheuae)

    Infelizmente só acertei 4 questões de inglês. (Espero que tenha errado na correção).
    A questão subjetiva tinha quatro alternativas, que deveriam ser respondidas. Achei muito fácil essa questão, estava esperando algo melhor.
    A redação foi muito mais simples do que esperava também. Se chegarem a corrigir minhas subjetivas, acho que conseguirei boas notas.

    A parte de conhecimentos específicos estava rezoavelmente bem distribuída, acho que poderia ter caído um pouco mais de redes e segurança.

    A parte de complementares estava razoável. Nunca vou esquecer o dia que caiu uma questão sobre mictório em um concurso aeuhaeuhaeae. Fale que não parece um mictório?

    A de inglês foi a que achei pior =(

    Falow

  3. Leonardo Kury disse:

    acho que não há necessidade de se cobrar tanto em português também.. saber o que é uma oração coordenada assindetica ou coisas do tipo nao vao me ajudar muito em minha carreira de analista.. seria mais interessante cobrar compreensão textual, ortografia, essas coisas.. no mais a redação ja avalia se o candidato sabe ecrever um texto razoavel..

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