Discursiva: STJ CESPE RUP

A prova discursiva é o calo da galera de TI. A falta de habilidade na escrita é famosa em nossa área e isso tem apenas uma razão de ser: Em geral, detestamos escrever.

Concordo inteiramente com um post do Rogério que vi há poucos dias aqui no blog do WC. Ele dizia que, nesse lance de escrever, o importante é começar! É colocar as mãos na massa e aí aprender a fazer direito.

Estou postando hoje uma prova que considero ‘trivial’ entre as discursivas do CESPE. Trata-se da prova do STJ, aplicada recentemente.

No escopo dos processos de desenvolvimento de sistemas embasado no RUP (Rational Unified Process), redija um texto dissertativo contemplando os seguintes pontos:

< descreva os objetivos do modelo de casos de uso;

< relacione as seções tipicamente presentes em um formulário para documentar casos de uso;

< defina o que são realizações de casos de uso e descreva como documentá-las na análise;

< defina caso de teste;

< descreva um procedimento para gerar casos de teste a partir de casos de uso.

Nesse tipo de prova, que como já disse considero trivial, a banca fornece um espaço de até 30 linhas e pede que o candidato discorra a respeito de um tema, mas o obriga a contemplar alguns pontos por ela escolhidos. Pois bem, vamos obedecer a banca e começar a construir nosso texto.

Quando comecei a resolver provas discursivas o primeiro obstáculo que eu precisava vencer eram os tópicos de abordagem obrigatória. Tratava-os como se fossem rédeas, limitando minha criação. Mas com o tempo percebi que eles são como o esqueleto, eles vão dar sustentação ao texto que você está produzindo. Então o trabalho vai ser apenas envolvê-los, com o corpo do texto, e articulá-los entre si.

Eu não prestei esse concurso, mas tenho por hábito imprimir as provas para resolvê-las e com o STJ não foi diferente. Veja abaixo o que produzi para o tema pedido.

 

Inimigo implacavelmente combatido, o retrabalho é apontado como causa de desperdício e prejuízo para todas as organizações, e no campo do desenvolvimento de sistemas, sobretudo os embasados no RUP, isso não é diferente. Um grande aliado nessa batalha são os casos de uso, que, quando bem elaborados, têm o poder de reduzir boa parte da incidência do retrabalho.

Segundo a IBM, caso de uso é um roteiro de interação entre usuário e sistema. Ele objetiva levar ao desenvolvedor o desejo do cliente que requisitou o software. Desta forma ele pode até ser considerado um ‘contrato’ entre as partes. Por isso ele precisa ser bem especificado.

A especificação de um caso de uso é feita em formulários e estes contém informações como a breve descrição do cenário, os atores envolvidos e o fluxo de eventos. Os diagramas(UML) fornecem uma referência visual ao caso de uso e também são inseridos nesse documento, que será de suma importância para as fases de análise, design e testes.

Uma realização de casos de uso descreve como determinado caso de uso é realizado no modelo de design. Sua documentação é feita por meio de relatórios e estes são compostos por diagramas de colaboração e de seqüência, que expressam o comportamento do caso de uso em termos de objetos de colaboração.    

Outra ‘cria’ dos casos de uso são os casos de teste. Estes definem um conjunto específico de entradas, condições de execução e resultados esperados, identificados com a finalidade de avaliar um determinado aspecto de um caso de uso. Pode-se dizer, de maneira mais simples, que o caso de teste é um caso de uso colocado em execução.

Seguindo a linha do ‘não fazer errado, para não fazer duas vezes’ os casos de uso apresentam-se como excelente ferramenta de especificação de requisitos funcionais e, portanto meios robustos de evitar o retrabalho e o prejuízo, por ele originado, nas organizações.


Bem, pessoal, fica aqui a dica: Vá ‘simbora’ escrever, cidadão! Porque não tem outro jeito de fazer isso direito!

Valeu

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1 Resultado

  1. ana beatriz barata disse:

    Prezado, manda uma de direito processual civil

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