Questões de Concursos – Outro serviço fenomenal definhando?

fonte: http://groups.google.com/group/timasters/browse_thread/thread/da204dbe80df106b

Caros Senhores,

Vou aproveitar o ressuscitamento do tópico para tecer alguns comentários.

Quando vi este serviço (QC), achei incrível (como acho até hoje), aí, como o serviço era de graça, comecei a perguntar aos caras como é que eles iriam se monetizar (ganhar dinheiro para pagar os custos de manutenção e expansão e, quem sabe, sobrar algum para servir de incentivo) e nunca obtinha uma resposta. :/

Depois, percebi que eles adotaram o Google Adsense e, experiência própria, isso não sustenta ninguém. Também não identificada um patrocinador…

Agora, eles adotaram um modelo de doação… No Brasil? Onde tudo é problemas dos outros? Brincadeira, né…

Moral da estória, imagino que os caras devem ter perdido o gás…

Pessoal, é muito bom fornecer um serviço ultra super de graça, a utopia total, todo mundo vai se esbaldar, dizer que é a libertação do mercatilhismo, Mike Tyson Free!, e outras bobagens, mas a realidade é que o negócio não se sustenta. Só que ninguém lembra que a Fazenda Utopia faliu… Ou que a galinha dos ovos de ouro foi morta no final da estória…

Quando alguém presta um serviço, ele tem que conseguir alguma forma de se monetizar, senão, por que ele vai gastar em outra coisa o tempo que ele estaria com a família? Ou, pior, por que ele vai tirar dinheiro do próprio bolso? Garanto que existem pessoas muito mais necessitadas de altruísmo em hospitais do que um monte de gente com computador, com nível superior e com banda larga.

O ideal é que eles arrajassem um patrocinador, mas, se não conseguirem, teriam que cobrar pelo serviço. Mas, aí, para variar, vai aparecer um monte de gafanhotos, dizendo: “Ah, virou a casaca!”, “Mostrou as garras!”, “Traiu o movimento”, etc. Só que gafanhotos chegam, não pagam nada, e devoram tudo até o osso e não se preocupam com o dia seguinte.

Viram o que quase aconteceu com o EVP? Eu, sinceramente, dei um “bronca” no João (mas ele já estava esperto). Poxa, ele pode ter toda essa idéia de democratização do ensino, mas ele tem que se ajudar primeiro e a quem o apoia, depois os outros, sempre, mas depois. É igual a cabine de avião. O pior é que se ele deixa o negócio falir, ele não vai receber só mensagem de condolências não, vai receber ataques dos ganfanhotos por não entregar mais a comida de graça, isso se não for malhado como um Judas no meio da rua. Duvidam? Até hoje ele recebe ataques de gafanhotos por cobrar. Pense… Felizmente, ele já tinha entendido o recado antes de eu me pronunciar.

Enfim, vou colocar APCs para o QC, mas, já adianto, isso não vai mudar muita coisa. Talvez piore. Eles tem que arranjar um jeito de se monetizar para voltar a ter pique. E, se vocês realmente querem que o serviço funcione e evolua, quando convidados a contribuir, não fiquem de papo furado ou usando técnicas ninjas para mostrar que o quanto é esperto. Paguem ou mandem sugestões viáveis para compensar um pagamento.

Pessoal, isso tudo são suposições. Eu não sei exatamente como se encontra a situação deles. Tenho enviado alguns e-mails, mas não obtive resposta, antes eu me comunicava rotineiramente. Mas, é fato que o serviço não está com aquele pique inicial.

Espero que tenham captado a mensagem.

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Bons Estudos!

Walter Cunha

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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