Parte II CMMI

PARTE II

CMMI 1.2

Vamos continuar falando da estrutura do modelo:

CMMI 1.1 – CONJUNTO DE DISCIPLINAS

CMMI 1.2 – CONSTELAÇÕES

O temos aí? As áreas de processo. No CMM tínhamos as famosas KPAs, áreas chaves de processo. No CMMI temos áreas de processo ou simplesmente processo – muito utilizado nos concursos o termo apenas processo.

Uma área de processo é
um conjunto de práticas que são relacionadas entre si, no sentido de que elas satisfazem um conjunto de metas, de objetivos que são importantes para realizar melhorias significativas na área. Área de processo: aspecto da Engenharia de software e dentro deste aspecto que se relacionam e que deven allcançar um objetivo.

As Áreas de processos estarão vinculadas às disciplinas.

· SE/SW: 22 áreas de processos. Eng de software = software (versão 1.1)

· Engenharia de Sistemas = o que muda em relação Engenharia de Software é apenas a abrangência do modelo. Se eu estou só com engenharia de software o que vale é só para software, se eu agrego engenharia de sistemas, então passa a valer para software e sistemas.

· SS: 1 área de processo adicional (Gerência integrada de fornecedores), no CMMI 1.1 é opcional, se eu agregar o modelo passará a ter 23 áreas de processos.

· IPPD: 2 áreas de processos adicionais (integração de equipes e ambiente organizacional para integração ocorra.

–>IPPD sempre opcional, em qualquer versão.

Na Versão 1.2 o modelo já inclui sistemas, software e gestão integrada de fornecedores –> 23 áreas de processos.

Então, dependendo da versão e conjunto de disciplina que estou usando o CMMI pode ter 22, 23 ou 25 áreas de processo.

A descrição dessas áreas de processos vai ser sempre a mesma, tanto faz se estou na representação Contínua ou por Estágio, que veremos na parte III mais detalhadamente, ok? Importante lembrar que os processos são os mesmos o que muda a forma como vamos lidar com esses processos.

Temos na Versão 1.2: Constelação, Disciplinas e dentro das disciplinas Áreas de Processos.

Outros componentes do CMMI: Metas e Práticas (para que a área de processo serve e não tanto os detalhes, como deve ser executada.)

–>Para concurso: Área processos e as Metas das áreas de processos.

–>Práticas entender o conceito, mas não tem sido foco em concursos ok?

Metas Específicas: recebem esse nome porque são específicas de cada área de processo, ou seja, cada área de processo tem suas próprias metas específicas, que vão dizer qual é o resultado que aquela área de processo tem que alcançar. O que define uma área de processo são exatamente suas metas específicas.

Práticas Específicas: nos diz que atividades eu preciso realizar para garantir que eu vou sim alcançar aquelas metas da área de processo. Foco: Execução do Processo.

As metas definem o que é importante em cada área de processo (metas específicas) as práticas nos indicam o que é necessário fazer para alcançar essas metas (práticas específicas).

Daí nós temos um segundo conjunto, metas genéricas e práticas genéricas:

Metas genéricas: são vinculadas aos níveis de capacidade dos processos (cada processo pode ser avaliado de forma individual em um nível de capacidade, que nós veremos no modelo contínuo parte III). Para cada um desses níveis eu tenho uma meta genérica que diz, o que o processo tem que alcançar para que eu possa considerar que ele está em um determinado nível de capacidade. As metas genéricas são aplicáveis indistintamente a todos os processos do modelo.

–> Meta Específica cada processo tem o seu.

–> Meta genérica cada nível de capacidade tem o seu e vale para todos os processos.

Práticas Genéricas vão dizer como é que consigo alcançar aquelas metas genéricas, isto é, quais as atividades de gerenciamento que eu preciso ter, para garantir que o processo chegue aquele nível de capacidade. Foco: Gerenciamento do processo.

Os elementos do CMMI podem ser classificados em 3 grandes grupos:

1-Requeridos (obrigatórios mandatórios): a organização não tem como fugir deles, quer dizer quando vai fazer uma avaliação baseada no modelo. Para responder qual o Nível de capacidade dos meus processos, Modelo Contínuo ou qual o Nível de Maturidade da minha organização – modelo por Estágios.

–> METAS são elementos obrigatórios, a organização tem que comprovar esta alcançando as metas.

–> PRÁTICAS, são o que o modelo chama-se de esperado, no sentido de que se espera que a organização adote determinadas práticas como forma de alcançar as metas que ela é obrigada a alcançar.

2- Esperados: espera-se que a organização alcance determindas práticas como forma de alcançar o que deseja alcançar. Num processo de avaliação a práticas podem ser substituídas por outras práticas ‘não padrão’ para determinada área de processo, isto é, alternativas aceitáveis, para que as metas possam ser alcançadas. Orientam a implementação de melhoria de processos e a realização de avaliações.

3- Elementos Informativos: todos os demais elementos do modelo, informações complementares, apenas para explicar a área de processo. Fornecem detalhes que ajudam a compreender as metas e as práticas e como elas podem ser realizadas.

–>Do ponto de vista de uma avaliação, a organização têm as práticas recomendadas ou práticas equivalentes? E com base na aplicação destas práticas consegue demonstrar que alcança as práticas estabelecidas no processo?

Nas avaliações CMMI, lembre-se do conceito de Organização, sinônimo de escopo de avaliação, ou seja, não se faz uma avaliação CMMI na empresa inteira, mas sim em uma área, uma filial, um grupo, um padrão de processo específico, delimitado.  Organização diz respeito ao escopo definido para cada avaliação, que pode ser muito pequeno ou eventualmente grande.

Vamos amarrar os conceitos até aqui:

Quanto à estrutura geral do modelo

CONSTELAÇÃO — dentro da constelação: várias Disciplinas dentro do modelo (SW-engenharia de software, SE-Engenharia de Sistemas, SS-gestão de fornecedores, IPPD-desenvolvimento integrado de produtos e processos)–> se destrobram em Áreas de Processo e vinculadas a cada área de processo –> Metas específicas e por fim –> Práticas Específicas ligadas a Metas Específicas. Relação sempre de 1-N. Uma constrelação com várias disciplinas, cada disciplina com várias Áreas de Processo, cada Área de Processo com um ou mais Metas Específicas e Cada Meta Específica, vinculada a uma ou mais Metas Específicas e por fim Práticas Específias ligadas a essas Metas Específicas (Relação 1-N)

Constelação–<Disciplinas (SW, SE, SS, IPPD)–<Área de Processo–<Meta Específica–<Prática Específica

Em paralelo, na estrutura de AVALIAÇÃO, temos os Níveis de Capacidade que será a parte de estrutura comum, conceitual do modelo. Dentro desta estrutura temos a defininção de Metas Genéricas, cada nível de capacidade tem a sua (relação 1 – 1), que será decomposto em Práticas Genéricas.  Da mesma forma cada Meta Genérica pode se desdobrar em uma ou mais Práticas Genéricas. (Relação 1-N)

NÍVEL DE CAPACIDADE—Metas Genéricas—<Práticas Genéricas

Lembrando que:

· Metas específicas cada área de processo tem a sua.

· Metas genéricas cada nível de capacidade tem a sua. Dentro dessas metas genéricas vamos fazer a decomposição nas Práticas Genéricas.

–> Esta é a estrutura geral do CMMI. Para cada área de processo as metas específicas e vinculada a cada meta específica um conjunto de práticas especícas.

No estrutura de avaliação do CMMI:

Nível de capacidade, uma meta genérica para cada nível de capacidade (1-1) e várias práticas genéricas associadas a cada um dessas práticas genéricas.

CONCEITOS BÁSICOS ATÉ AQUI: Constelação, Disciplinas, Áreas de Processo, Práticas Específicas e Genéricas, Metas Específicas e Genéricas e por fim saber a origem do modelo: CMM, EIA 731, IPD CMM.

Próxima parte: estruturas, representação contínua e representação por estágio. Não perca!

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2 Resultados

  1. Murilo Valadares disse:

    Não gostei. A autora explica de forma muito confusa, pois não utiliza
    objetividade. Também cometeu muitos erros de português (palavras erradas
    e falta de concordância nominal e verbal). Só porque o material é gratuito
    não precisa ser ruim. 🙁

  2. Ebenézer disse:

    Helen,
    Entendi mal ou há uma contradição entre os parágrafos reproduzidos abaixo:
    1) CONSTELAÇÃO –dentro da constelação: várias disciplinas dentro do modelo (SW-engenharia de software, SE-Engenharia de Sistemas, SS-gestão de fornecedores, IPPD-desenvolvimento integrado de produtos e processos)–> se destrobram em áres de processo e vinculadas a cada área de processo –> Metas específicas e por fim –> Práticas específicas ligadas a metas específicas. Relação sempre de 1-n.

    2)Em paralelo, na estrutura de Avaliação, temos os Níveis de Capacidade que será a parte de estrutura comun, estrutura conceitual do modelo, dentro desta estrutura temos a Defininção de metas genéricas: Cada nível de capacidade tem a sua (relação 1 – 1), que será decomposto em Práticas Genéricas. Da mesma forma cada meta genérica pode se desdobrar em uma ou mais práticas genéricas. (Relação 1-N)
    Lembrando que:
    • Metas especíicas cada área de processo tem a sua.
    • Metas genéricas cada nível de capacidade tem a sua.
    —–
    A contradição a que refiro é que no primeiro parágrafo você diz que a relação é sempre 1-N, mas no final do segundo parágrafo diz que “Metas especíicas cada área de processo tem a sua”. Não deveria ser “Metas especíicas cada área de processo tem as suas”?. Isto me soou como contradição pois no caso de nível de capacidade sim, cada um tem a sua meta genérica (relação 1-1), mas isto não é verdade para áreas de processo em relação às suas metas específicas (relação 1-n).
     

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