Parte III CMMI

PARTE III

REPRESENTAÇÃO CONTÍNUA

A visão é dos processos individuais – Se o meu objetivo é tratar cada processo como uma entidade isolada. Atribuo níveis de capacidade para cada processo.

Na representação contínua o resultado é representado sobre a forma de um gráfico de barras, considerando dois eixos (X – dimensão de processos, onde o meu foco é na definição de quais processos são relevantes a serem avaliados, o segundo eixo Y é a dimensão de capacidade, ou seja, qual o nível de capacidade do meu processo). Cada área de processo pode ter um nível de capacidade distinto, de acordo com a realidade da minha organização.

Existem seis níveis de capacidade, de 0 a 5:

5 – Otimizado
4 – Gerenciado Quantitativamente;
3 – Definido;
2 – Gerenciado;
1 – Executado;
0 – Incompleto;

REPRESENTAÇÃO POR ESTÁGIOS

Um nível de maturidade é uma base evolucionária definida de melhoria de processo. Cada nível de maturidade estabiliza uma parte importante dos processos da organização. Nos modelos CMMI com representação por estágio, existem cinco níveis de maturidade, onde cada camada inferior estabelece a fundação para a camada superior, para permitir a continuação de uma melhoria consolidada do processo. É como seu eu tivesse fatias da organização, onde cada fatia seria um degrau para subir para chegar a um nível maior de maturidade. Estes níveis encontram-se numerados de 1 a 5:

5 – Otimizado
4 – Gerenciado Quantitativamente
3 – Definido
2 – Gerenciado
1 – Inicial

Na representação contínua, as áreas de processo encontram-se organizadas por categoria:

Categoria

Áreas de Processo

Gestão de Processo

* Enfoque no Processo Organizacional
* Definição do Processo Organizacional
* Formação Organizacional
* Desempenho de Processo Organizacional
* Inovação e Implementação Organizacional

Gestão de Projeto

* Planeamento de Projeto
* Monitorização e Controle de Projeto
* Gestão de Acordo com o Fornecedor
* Gestão Integrada do Projeto
* Gestão de Risco
* Integração de Equipes
* Gestão Integrada de Fornecedores
* Gestão Quantitativa do Projeto

Engenharia

* Gestão de Requisitos
* Desenvolvimento de Requisitos
* Solução Técnica
* Integração do Produto
* Verificação
* Validação

Suporte

* Gestão de Configurações
* Garantia da Qualidade do Processo e do Produto
* Medição e Análise
* Análise das Decisões e Resolução
* Ambiente Organizacional para Integração
* Análise e Resolução Causal

As áreas de processo existentes por cada nível de maturidade são as seguintes na representação por ESTÁGIOS:

Nível de Maturidade

Áreas de Processo

Nível 1 – Inicial

“Heróis” o caos

Nível 2 – Gerenciado

* Gestão de Requisitos
* Planeamento de Projeto
* Monitorização e Controle do Projeto
* Gestão do Acordo com o Fornecedor
* Medição e Análise
* Garantia da Qualidade do Processo e do Produto
* Gestão de Configurações

Nível 3 – Definido

* Desenvolvimento de Requisitos
* Solução Técnica
* Integração do Produto
* Verificação
* Validação
* Enfoque no Processo Organizacional
* Definição do Processo Organizacional
* Formação Organizacional
* Gestão Integrada do Projeto
* Gestão de Risco
* Integração de Equipes
* Gestão Integrada de Fornecedores
* Ambiente Organizacional para Integração
* Análise das Decisões e Resolução

Nível 4 – Gerido Quantitativamente

* Desempenho do Processo Organizacional
* Gestão Quantitativa do Projeto

Nível 5 – Otimizado

* Inovação e Desenvolvimento Organizacional
* Análise e Resolução Causal

Diferenças entre as duas representações

No quadro seguinte são apresentadas de forma sucinta as principais diferenças entre a representação contínua e segmentada:

Representação Contínua

Representação por estágios

Permite a liberdade para selecionar a ordem das melhorias a implementar que melhor respondem aos objetivos de negócio e que reduzem as áreas de risco da organização.

Permite que as organizações disponham de um caminho de melhoria predefinido e com provas dadas (dados históricos).

Permite maior visibilidade relativamente à capacidade alcançada em cada área de processo individual.

Coloca o enfoque num conjunto de processos que fornecem à organização uma capacidade específica caracterizada por cada nível de maturidade.

Fornece uma ordem de níveis de capacidade que é utilizada principalmente para a melhoria interna de uma organização e que raramente é comunicada para o exterior.

Fornece uma ordem de níveis de maturidade que é utilizada frequentemente na comunicação interna de gestão, nas declarações externas e durante as aquisições como um meio de qualificar as propostas.

Permite que a melhoria de diferentes processos seja realizada a diferentes velocidades.

Resume os resultados da melhoria dos processos de forma simples – num único nível de maturidade.

Reflete uma nova abordagem que ainda não tem dados históricos para demonstrar a sua ligação ao retorno do investimento (ROI).

Assenta numa história relativamente longa de utilização que inclui casos de estudo e dados capazes de demonstrar o retorno do investimento (ROI).

Permite a migração fácil do SECM – Systems Engineering Capability Model para o CMMI.

Permite a migração do SW-CMM para o CMMI.

Permite uma fácil comparação da melhoria de processos com a ISO/IEC 15504, uma vez que a organização das áreas de processo deriva desta norma.

Permite a comparação com a ISO/IEC 15504, mas a organização das áreas de processo não corresponde à organização utilizada na norma.

A representação contínua disponibiliza uma abordagem flexível à melhoria dos processos. Uma organização poderá optar por melhorar o desempenho de um único aspecto relacionado com um processo, ou poderá trabalhar em várias áreas alinhadas de forma estreita com os objectivos de negócio da organização. Esta representação também permite que uma organização melhore diferentes processos a velocidades variáveis. Existem, no entanto, algumas limitações no nível das escolhas da organização, devido às dependências entre algumas áreas de processo.

A representação por estágios já não permite uma abordagem tão flexível como à representação contínua, no entanto simplifica a comparação entre as organizações que utilizam este modelo de representação, sendo o único que permite o reconhecimento por parte do SEI – Software Engineering Institute que uma organização se encontra num determinado nível de maturidade.

Não existe uma representação melhor do que a outra. A decisão deverá pertencer à organização, que deverá escolher o modelo que melhor satisfaça as suas necessidades de melhoria de processo.

Até aqui vimos os conceitos básicos e fundamentais para entendermos o modelo. No próximo post vamos tratar mais detalhadamente das áreas de processos. Até lá!

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1 Resultado

  1. Mauricio Ferste disse:

    Bem detalhado  o trabalho, direto e bem prático.
    Parabéns.

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