Papo de WC: Encontro Nacional de Software Público – Uma Revolução Silenciosa…

Caros Colegas,

Nessa semana estou participando do Encontro Nacional de Software Público, o qual se dá concomitante ao Encontro Nacional de Tecnologia da Informação para os Municípios Brasileiros. Uma iniciativa, no mínimo, genial!

O evento surpreendeu muito mais do que eu poderia esperar! Percebo que várias das idéias que eu vinha elocubrando para otimizar os gastos públicos, na realidade, já estão sendo colocadas em prática.

Eu ficava imaginando por que o Governo ainda gasta milhões do Orçamento PÙBLICO em softwares que já são considerados de prateleira e possuem similares (ou superiores…) livres? E  mesmo quanto àqueles que não possuem genéricos, porque o Governo não fomenta o seu desenvolvimento para um dia colher os frutos?

À medida que os softwares eram apresentados nas palestras, os agentes de TI arregalavam os olhos, visualizando soluções e apoiadores para os seus problemas eternos: a falta de recursos e a cobrança irracional. Todo mundo com seu papelzinnho anotando freneticamente. Eu não sei se é porque eu nunca mais fui a eventos, mas impressão que tive foi a de um público muito mais interessado que o normal.

Ora, as necessidades dos diversos órgãos  e entidades públicas são iguais e o Governo Central tem mais recursos e soluções. Então porque não difundir, replicar, evitar retrabalho? Por causa das malditas licenças tradicionais. Por meio delas, o governo tem que pagar milhares de vezes pela mesma coisa, quando consegue. Mas, com o Software Público, nossos problemas “acabaram-se”!

Sim, mas está tudo redondo? Claro que não. Alguns ainda são espartanos, mas cabe a nós fazê-los evoluir, porque a meta final é muito nobre. Muitos dizem que trocar gastos com licença por gastos com suporte é trocar seis por meia dúzia. Talvez do ponto de vista contábil, o que eu já acho difícil, tem-se que fazer as contas. Agora, do ponto de vista social, a diferença é abissal! Basta investigar qual é cadeia percorrida pelo dinheiro dos serviços ( a maioria locais) e comparar com a percorrida pelo dinheiro das licenças das multinacionais. Captou?

Aqueles me conhecem sabem que eu não sou fã de software livre ou de sofware pago, mas de software que funciona. Contudo, fomentar o software público é, antes de ser uma decisão puramente técnica, um ato de cidadania (vejam, não estou falando de nacionalistmo xiita, o qual eu particularmente detesto).

Pode haver perda de produtividade no presente quando da adoção do Software Público? Claro! Mas o futuro é de economia e de expertise. Com nossa colaboração, logo o trem entrará nos eixos e começa-se o ciclo virtuoso, o qual logo compensará e superá, e muito, as perdas da vanguarda.

Pois bem, pessoal, é esta a revolução silenciosa que está acontecendo. Convido a todos participarem, ainda mais nós que tanto sonhamos com um cargo público. Visitem e se engajem no movimento:

http://www.softwarepublico.gov.br/

Bons Estudos!

WC

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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2 Resultados

  1. Dario Medeiros disse:

    Caro Walter,
    Você conseguiu colocar nesse seu belo texto tudo o que tb senti participando deste evento.
    Tenho certeza que foi um divisor de águas. Só quem é cego (cultural, político, social, etc)  não conseguiu captar a mensagem.
    Vi que o Governo Federal está dando passos largos para mudar este jogo que o setor publico Brasileiro está perdendo de muitos gols a zero para os espertalhões (alias tenho um nome para eles que a turma de TI aqui adora – camelós de software).
    Ta na hora de dar uma basta,  ta na hora de parar de gastar muito dinheiro público com softwares “bobos” que se encontra em prateileira de qualquer loja.
    Precisamos avançar, o cidadão merece coisas melhor.
    Grande abraço.

  2. Excelente texto, Walter! Parabéns por estar divulgando algo tão importante e que a grande mídia não tem focalizado tanto.

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