Trajetória: Arthur Oliveira – Analista TRE-PI

Eu já tinha experiência na iniciativa privada, tinha graduação desde 1995 pela UFC e especialização desde 2000 pela UECE quando resolvi iniciar minha trajetória de concurseiro em 2003. Nesse ano, por estar desempregado, tinha mais tempo pra estudar e tinha colocado como meta passar em um concurso e continuar trabalhando com prestação de serviço de Informática.

Minha primeira tentativa foi para
TRT-7R-CE como técnico da área administrativa. Resultado: bomba nas disciplinas de Direito. Resolvi apostar na minha área e coloquei como meta o concurso do Serpro de 2004. Eu já havia sido estagiário lá por um ano e meio. Já conhecia o ambiente e parte das pessoas com quem eu trabalharia. Serviu de motivação. As matérias de Informática eu estudava mais no computador a partir de PDF e PPT que eu baixava da Internet e resolvia as provas anteriores do CESPE, organizadora do concurso, e a prova do concurso anterior do Serpro que havia sido organizado pela ESAF. As outras disciplinas eu estudei a partir de livros. Especificamente na Estatística eu tive o apoio do professor Pedro Bello a quem sou muito grato. Comunicávamos-nos por e-mail e eu estudava pelo livro dele. Depois da prova trabalhei como empregado no Grupo Edson Queiroz até que saiu o resultado. Passei para Fortaleza dentro das vagas. Em seguida, aproveitando o embalo, fiz o concurso da UFC para Analista de Sistemas e passei. Optei pelo Serpro onde trabalhei de 2004 a 2009. Nesse período a meta passou a ser fazer um grande trabalho no Serpro e ao mesmo tempo buscar uma vaga na Administração Direta.

Em 2005 tentei o concurso do TRE-RN. Acordava 5h da manhã pra estudar e parava às 7h. Fiquei longe das vagas.

Depois só retomei os estudos no final de 2006 quando fiz um curso preparatório para Auditor da Receita no Master Concursos. Lá, tive aulas com os professores Gustavo Brígido, Sérgio Carvalho, Rafael Araújo e Mike. Optei por fazer apenas as disciplinas do edital de 2005 para TI. Continuei mirando nos concursos da área de TI, mas agora abrindo o leque para a área Fiscal e Judiciária. Nesse momento eu trabalhava de manhã, estudava rapidamente na hora do almoço, trabalhava de tarde e ia pra aula de noite. Em alguns finais de semana tinha aula também. Quando não tinha, eu estudava na tarde do sábado e no domingo. O curso foi até o meio do ano de 2007.

Aí começou uma sequência de concursos entre 2007 e 2009: TSE, SEFAZ-CE, MPU-CE, TRE-PB, CGE-PI, CHESF, Petrobrás-RN, Câmara dos Deputados, TCU, TST, TRF-5R-CE (Técnico Administrativo), CGU, Petrobrás-CE, STF, STJ, TCE-CE, STN, TCU, TRE-PI e TRT-7R-CE. Engraçado que a trajetória começou e terminou com o TRT-7R-CE.

Pra encarar esses concursos investi em livros (Tanembaum, Kurose, Pressman, Silberschatz, Aragon, Mansur, Booch, Jacobson, Rezende, entre outros) e cursos tanto na área de informática como nas disciplinas consideradas básicas. Utilizei as normas e guias oficiais, aulas do Ponto dos Concursos, TI Exames, materiais dos professores Gledson Pompeu, Fernando Pedrosa, Walter Cunha e Jaime Correia, aulas e artigos do EuVouPassar, aulas virtuais do Cathedra, aulas presenciais dos professores Walter Cunha e Jaime Correia, aulas e trocas de e-mail com os professores do curso preparatório para concursos na área de TI do LFG, Superprovas, artigos e páginas na Internet, lista TIMAsters e participação em grupos de estudo pelo Skype e PalTalk com a discussão da resolução de questões com os colegas concurseiros, frequentemente conversava pessoalmente com amigos que estão no mesmo caminho de perseverança e renúncia (isso me motivava), e para as provas de redação ou discursivas contava com a ajuda da minha mãe para as correções de Português. Resolução de provas anteriores de cada banca foi essencial. Depois que se consegue fazer uma base nos livros e nas aulas, resolver questões faz o trabalho de afinação. Procurei manter um ritmo de estudo diário. Alguns dias mais horas outros menos, mas buscava todo dia manter o contato com o estudo. Isso fez com que estudar virasse rotina e que eu aumentasse o gosto pela leitura. Não me preocupava em decorar, mas de entender. Talvez por isso eu perdesse algumas questões “decorebas”.

Com editais cada vez mais diversificados em relação às disciplinas e assuntos cobrados é importante montar uma estratégia para cada prova. Levar em conta o número de disciplinas, de questões, se há discursivas, quanto do programa você domina e montar um cronograma de estudo. Isso serve até pra ponderar na hora de escolher entre quais concursos investir. Simulados são muito bons pra aprimorar o controle do tempo de resolução e detectar onde se deve focar mais os estudos. Produzi alguns poucos mapas mentais, mas foram válidos. As revisões nas vésperas das provas também ajudaram.

Finalmente em setembro veio a notícia da aprovação no TRE-PI onde estou trabalhando. Divido essa conquista com todos com quem aprendi nessa trajetória e com minha família que me apoiou, ensinou, incentivou e acompanhou todo processo.

Dá pra notar que sou apenas um sujeito que se esforçou. Se você que está lendo também tiver perseverança, vai conseguir chegar onde quiser.

Que este texto sirva de incentivo, que traga algo a acrescentar na trajetória de cada um que o ler e que mostre que cada um deve ter o seu método de estudo, sua estratégia e o seu tempo. Não se esqueça de praticar esportes, dos momentos com a família e os amigos.

Bons estudos, fé em Deus e aproveite bem a sua caminhada.

Arthur

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