Trajetória: Sócrates Filho – CGU / TCU / Senado e Outros

Pessoal,

Atendendo a pedidos, vou contar a minha história de concurseiro!
Meu nome é Sócrates Filho, eu tenho 29 anos, sou graduado em Ciência da Computação pela UnB desde 2004.
A minha história com concursos começou em 2000, quando eu fiz o concurso da Caixa Econômica, para técnico bancário. Na época, eu era um rapaz bem vagal, que não tinha a menor ideia do que é um concurso público, quando alguns amigos e parentes me falaram desse concurso. Acabei comprando uma dessas apostilas e passei dois meses estudando, bem de leve. Fiz a prova e acabei passando em 947º, e me desliguei dos concursos. Dois anos depois,
fui convocado para assumir e trabalhar no Edifício Sede, na área de empréstimos. Nesse período, fiquei dois anos tentando conciliar a universidade e o trabalho, e, finalmente, em 2004, consegui me formar.
Naquele momento, eu estava assumindo uma função de Analista para ganhar 2.500R$, mas o trabalho era muito estressante, e achei melhor buscar algo na área de informática. Eu tinha saído da universidade com uma bagagem muito fraca, exceto na área de Redes. Fiz muitos cursinhos para os conhecimentos básicos (português, direitos, raciocínio lógico), mas não existiam cursinhos de TI na época. Como resultado, reprovei em um monte de concursos de TI (STJ/MPU/Perito da PF/ANVISA/TRT10/PGDF), e caí na real: tenho que estudar TI urgente!
Em 2005, comprei alguns livros de TI importantes como o de Redes do Tannenbaum e o de Engenharia de Software do Pressman, e li bastante artigos e páginas da internet sobre esses assuntos. Aos poucos os resultados começaram a aparecer: passei no Ministério da Educação e tive a redação corrigida no Metrô/DF. Pena que nesse último, conheci a fúria do CESPE, pois eles reprovaram todo mundo na redação.
Naquele ano, teve concurso do TCU para TI e fiquei encantado com o salário (R$ 7.500) e com a possibilidade de trabalhar 7 horas corridas. Fiz alguns cursinhos de TI que apareceram na época, mas não consegui passar. Como eu ouvia das pessoas que lá é um lugar maravilhoso, fiz cursinho para a área de auditoria governamental. Ao mesmo tempo, me matava de estudar para TI. Após esse baque, começaram a aparecer minhas primeiras aprovações: Analista do SERPRO, do BNDES, do CONFEA, da Eletronorte (1º Lugar), e do INCRA.
No final de 2005, apareceu um monte de concurso bom na área de TI: AFRFB, Câmara Legislativa do DF e Banco Central. Isso fez com que eu deixasse de lado o TCU temporariamente. Larguei o cursinho pra focar nas matérias específicas desses concursos, estudando pesado todas as noites. Foi uma época difícil, pois foi um monte de bolas na trave. No AFRF, errei duas questões de TI na hora de marcar o cartão de respostas. Quando saiu o resultado, fiquei arrasado: faltou apenas um ponto para ficar na última posição para Unidades Centrais. No BACEN, fui mal e fiquei longe das vagas, e no da CLDF, só passei fora das vagas para Técnico. Estava chateado pelas reprovações, mas, ao mesmo tempo, estava sentindo que estava chegando perto de passar em algo bom.
Em 2006, apareceu o concurso da CGU e o TRFB na área de TI, e pensei comigo mesmo: a hora é agora. Tirei férias do trabalho, e passei o dia todo estudando. No do TRFB, tirei uma nota excelente, mas fui reprovado por um item de Direito Previdenciário, mas, no da CGU, consegui a aprovação em 11º lugar. Foi meu primeiro grande sucesso. Na CGU, conheci uma galera muito fera, como o Gledson (Madman) e o Márcio Bráz (Mrbraz). Fui lotado na Secretaria Federal de Controle, que é o pessoal da CGU envolvido com auditorias e gostei bastante do serviço, a ponto de ficar na dúvida se aquietava o facho ou se continuava. Como via muita gente falando sobre quando ia acontecer o próximo concurso do TCU, decidi que ainda não devia parar.
Em 2007, quando começavam a falar sobre o concurso do TCU, apareceu o concurso da Câmara dos Deputados, e me preparei bastante para os dois concursos. Nesse concurso da Câmara, entrei em outros cursinhos de TI, peguei todas as provas de TI da banca (FCC) e fiz até o dia da prova. Quando fiz a prova, consegui identificar umas 8 das 50 questões da prova específica como repetidas de concursos anteriores. Acabei ficando em 42º na prova objetiva, mas por uma sacanagem da banca na prova de títulos, caí para 64º. No concurso do TCU, estava preparado, mas tomei uma estratégia errada: marcar poucos itens, só o que tinha certeza. Vi que muitos dos meus amigos que foram kamikaze acabaram passando ou tiveram a redação corrigida. Aprendi então que, para passar em prova do CESPE, além de ter conhecimento, a pessoa tem que ter coragem.
Em 2008, decidi que ia estudar para a área de auditoria governamental, e segui firme e forte estudando. Estava bastante preparado e muita gente dizia que eu tinha chance de entrar. Só que a prova foi adiada e isso me baqueou. No dia da prova, cheguei nervoso e os astros não estavam alinhados. Consegui ser aprovado, mas fora das vagas. Após o concurso, estava envolvido nos preparatórios do meu casamento, e, não ia ter tempo de estudar. Quando achava que ia parar, apareceu o concurso do Senado Federal. Decidi que ia fazer, mas me senti uma carta fora do baralho, pois tinha quase um ano e meio que não via nada de TI, além de não ter tempo para estudar pois ia fazer a prova logo após o retorno da lua-de-mel. Só fiz uma pequena revisão dos assuntos, lendo bem de leve, no intervalo do trabalho, estudando no máximo umas duas horas por dia, bem calmamente e fazendo exercícios da banca, que eram poucos. Casei, curti a bastante a lua-de-mel, e quando voltei fiz a prova. Acabei ficando em 27º na objetiva, mas a minha nota na redação me jogou para 9º lugar, na área de Analista de Sistemas.
No começo de 2009, começou a ter especulações no concurso do Senado a respeito da nomeação além das vagas e os excedentes acabaram não sendo eliminados, conforme constava no edital. Em fevereiro, o Ponto dos Concursos abriu uma seleção de novos professores, e me ofereci para dar aulas de TI para concursos. Preparei um material de Segurança da Informação voltado para o concurso da Polícia Federal e do TCU. Foi uma época que eu ralei muito elaborando o material, mas, graças a Deus, foi um sucesso. Um pouco depois, apareceu o edital do TCU e foi aberta uma nova turma com os conteúdos específicos para esse concurso. Nesse período, decidi que ia tentar o TCU, pois não havia uma perspectiva de nomeação no Senado, apesar de eles precisarem de muita gente na área de TI. Ao contrário dos anos anteriores, não me matei de estudar e fiquei só revendo calmamente as matérias, nas horas livres e fazendo provas do CESPE dos concursos de 2008 pra cá. No dia da prova, botei o coração na caneta e fiz a prova sem medo de ser feliz, marcando o que eu sabia e indo na intuição no que eu tinha dúvida. Só deixei 5 itens da prova específica em branco. Como resultado, consegui a tão sonhada aprovação no TCU, ficando em 6º lugar!
A partir de agora, eu posso pendurar as chuteiras, mas pretendo ajudar o pessoal elaborando materiais específicos sobre TI para concursos! Sei que não sou nenhum exemplo de eficiência, pois passei esse tempo todo para entrar em um concurso bom, enquanto há pessoas que conseguem isso de primeira. Entretanto, quero deixar claro que o que importa para passar em um concurso não é o talento, mas sim a perseverança e a determinação. Se você quer muito uma coisa, não desista! Confie sempre em você! No final tudo dá certo, se não deu certo, é porque não chegou no fim!
Um abraço a todos!

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Cursos Online de TI para concursos: http://socratesfilho.wordpress.com!

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Sócrates Filho

Analista de Finanças e Controle da CGU; Futuro Auditor Federal de Controle Externo do TCU; Professor do Ponto dos Concursos na área de TI.

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1 Resultado

  1. João Paulo disse:

    Show de bola.
    Parabéns. Me deu até motivação de ir estudar. =]

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