Ainda não foi desta vez – parte 1

Olá a todos os concurseiros batalhadores e sofredores, não necessariamente nessa ordem… =o)

Neste novo post, conto uma situação bem peculiar pela qual passei. E você, já passou por uma situação assim? Conte-nos nos comentários.

Publicado originalmente em: http://wallysou.com/2010/08/20/ainda-nao-foi-desta-vez-parte-1/

preciso ajustar a mira… o gabarito tava certo

Acredito que muitos já tenham dito esta frase: “ainda não foi desta vez…”

Eu não sou exceção. O difícil de admitir é que ficamos tão decepcionados, engasgados com a desilusão, que nos falta coragem de assumirmos isso. De novo, eu também não sou exceção.

Passei por algumas situações
onde essa frase me perseguiu como uma sombra indiscreta e constrangedora, que me trouxe um misto de sentimentos desagradáveis. Hoje, relembrando os fatos, já não me sinto envergonhado com o que ocorreu, mesmo porque, agora, entendo 2 coisas importantes sobre aqueles eventos:

  1. já estou de posse do certificado “chegou a minha vez“;
  2. adquiri maturidade para entender que o “ainda não foi minha vez” faz parte do processo necessário para “chegar lá“.

Vou relatar, brevemente, quais as situações vividas, onde essa frase tão simples assumiu cores tão sombrias e desalentadoras. Para quem estuda para concursos, essa é uma pedra no meio do caminho e, na maioria das vezes, impossível de ser chutada para longe. No máximo, contornada. Mas, em certas situações, parece que ela caiu do céu, e achou de pousar bem em cima de nossas cabeças, com tantos outros lugares melhores para cair…

Você já se sentiu carregando o mundo nas costas depois de conferir um gabarito de uma prova que você fez, e se deu mal? Eu já. Uma vez? Não, não foi uma vez só…

A primeira vez, muito doída, por sinal, foi em 1993-1994, no concurso do antigo Técnico do Tesouro Nacional (TTN), depois Técnico da Receita Federal (TRF) e, hoje, Analista Tributário da Receita Federal (ATRFB), um dos cargos mais cobiçados pelos concurseiros.

Nessa época, eu trabalhava em um banco, e fazia o curso de administração de empresas. Por vários motivos, resolvi estudar para aquele concurso. Confesso: estudar pra concurso, fazer faculdade e trabalhar quase me deixou louco… ok, ok, me deixou um pouco MAIS louco do que já era.

Puxa vida, investi muito naquele projeto, com todas as minhas inexperientes e imberbes forças. Todavia, apesar de todo o esforço, a correção do gabarito não me foi muito favorável, apesar de não ter me saído mal. Apenas não atingi uma nota capaz de me jogar dentro daquelas mirradas 08 (oito) vagas para a capital potiguar. No dia que saiu o resultado, fui até à sede da Receita Federal em Natal/RN, no bairro da Ribeira, com uma pequena esperança de que, talvez, acontecesse algum milagre e meu nome aparecesse entre os aprovados. (Naquela época, o resultado era publicado no mural, e a internet ainda era um projeto militar, inacessível aos pobres mortais)

Eu pensava que estava preparado para não achar meu nome no rol dos aprovados, mas, infelizmente, não estava… Até a forma de publicar a relação dos aprovados era, de certo modo, cruel: saíram os nomes dos oito aprovados e, a partir do nono, apenas ********************** seguido da frase, em caixa alta, REPROVADO! Aquilo foi demais para minha pobre mente incipiente e idealista.

Saí bem desorientado do prédio da Receita, achei o banco da praça mais próximo, sentei e fiquei vendo as pessoas passarem, enquanto me sentia com um peso nas costas, muito maior do que minha capacidade de levá-lo. Foi um baque que durou um certo tempo até que eu me recuperasse dele totalmente.

Continua na parte 2, quebrei o post para não ficar muito grande.

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wallysou

ex-concurseiro =o)

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