Diário de Coaching II – Escolhendo o Concurso Foco

No post passado, como primeiro dever de casa, pedi para que vocês postassem nos respectivos comentários seu(s) concurso(s) foco. Como esperado, vários de pronto manifestaram suas preferências. Todas muitas boas, é claro. Mas, aí vem a  pergunta: vocês realmente estão conscientes do PORQUÊ da escolha?

Dada minha experiência, vejo muitos concurseiros escolhendo de forma errada seus focos ao se guiarem por parâmetros equivocados, são eles:

  • Todo mundo está fazendo também;
  • O Salário é Alto (?);
  • É estatutário e eu não vou ser despedido;
  • TI é a mesma em qualquer lugar;
  • Eu ACHO que a atividade do órgão é muito legal;
  • etc.

Longe de mim dizer que CADA parâmetro desse é equivocado, pois alguns deles são importantes, sim. Equivocado mesmo é não considerar todo o conjunto na hora da escolha. Ora, passar em um concurso não é uma simples competição valendo uma medalha, onde ao final todo mundo volta para casa. Na verdade, é uma etapa que, uma vez vencida, pode mudar a sua vida para sempre.

Hoje é muito comum vermos Servidores que, logo depois das comemorações da aprovação, caem na frustração da realidade: nova cidade, novas atividades, novos colegas, etc. Claro que os leigos vão te parabenizar, pois, para eles, concurso é concurso. Mas você não é um leigo ou é? ,A diferença é que enquanto os leigos continuam suas vidas, você vai ter que mudar a sua em função dessa aprovação, se mal conduzida, pode se transformar em uma armadilha. Por isso,  temos que fazer a melhor escolha possível (ou pelo menos tentar).

– Sim, Walter, mais e aí? Como eu tomo essa decisão?

A primeira coisa é

tentar ser o mais mais IMPARCIAL possível na escolha, senão, sua mente vai tentar te puxar por uma realidade mágica que só existe em seus sonhos.

Aprendi no Gerenciamento de Projetos que, quando você quer tomar uma decisão imparcial, devemos estabelecer as regras do jogo primeiro, e só depois tentar segui-las com o mínimo de ajuste. Se você ajustá-las demais, vai na realidade estar alterando as regras do jogo em seu “benefício”.

Partindo para a prática, você deve fazer um tabela cujos títulos das colunas serão os Concursos os quais você têm em mente, e cujas linhas são os fatores que são importantes para vocês, como por exemplo:

  • Atividade Funcional;
  • Patamar Salarial;
  • Cidade de Lotação;
  • Horário de Trabalho;
  • Clima Organizacional;
  • Investimento em Atualização;
  • Possibilidade de Viagens;
  • etc.

É claro que cada um tem seus próprios fatores, por isso, ESCOLHA COM MUITO CUIDADO OS SEUS!

Prosseguindo, é importante que você dê PESOS a cada um desses fatores segundo a ordem de importância entre eles, pode ser numa escala de 1 a 5 (1 a 3, no mínimo!). Ex: Ativ Funcional [Peso 5] (mais importante), Possibilidade de Atualização [Peso 1] (menos importante), etc.

Agora, vem o grende lance! Você deve atribuir notas a cada um Concurso, segundo cada um dos fatores. Exemplo: TRT-CE –> Critério Cidade de Lotação –> [Nota 5], pois eu não vou ter que mudar de cidade, o que seria ótimo, sacaram?

Você vai ter que fazer isso para cada concurso, para cada critério. Ou seja, cada célula, deverar ter dois numeros, o do PESO e o da NOTA atribuída.

– Sim, Walter, enfim, depois de tanta conta, como eu escolho o concurso?

Ora, é só realizar o somatório dos produtos PESO x NOTA de cada Concurso, e aí cada um vai ter sua NOTA FINAL. Assim, baseado nas notas finais, teremos um escalonamento IMPARCIAL entre os concursos.

A maior vantagem desse método é a filtragem dos “Autismos”, dos “Mundos Mágicos”. Ou seja, algo que pode diminuir (e muito) a probabilidade de frustação após a posse. Gostaram?

– Mas, Walter, eu não sei como dar essas notas , pois não conheço nada (ou pouca coisa) do Concurso que eu estava querendo.

A-ha! Era onde eu queria chegar! Como você escolhe algo que pode modificar sua vidapara sempre , sem saber (quase) nada a respeito? Que vergonha, hein? Alegre

Pois bem, existem várias formas de se informar sobre determinado concurso para poder dar a NOTA. Vejam que eu estou falando de NOTA atribuíada ao Concurso, pois os PESOS do FATORES você tem plena capacidade de atribuir, não é verdade?

-Sim, Walter, mas quais são essas forma de se informar?

Ah, isso é assunto para o próximo post dessa série! Até lá!

Bons Estudos!

WC

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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1 Resultado

  1. julho 13, 2011

    […] post anterior, vimos que precisamos dar NOTAS aos concursos que temos em mente. Também, se se recordam, chamei a […]

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