Contagem Estimativa de Pontos de Função

Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica de medição das funcionalidades fornecidas per um software do ponto de vista de usuário, medindo o que o software faz e não como ele foi construído. A avaliação é feita a partir dos requisitos lógicos do usuário. Quanto melhor os requisitos, melhor será a estimativa.

Ela auxilia a gestão de processos de desenvolvimento de software, ao possibilitar a aplicação de métricas de gestão e controle, conforme preconizado por modelos como o PMBoK e o CMMI. Na prática a APF está sendo cada vez mais utilizada pelo governo para a terceirização de contratos.

Um desafio, no entanto, é estimar um sistema que ainda será desenvolvido, ou seja, não há conhecimento completo das características, apenas de um conjunto de requisitos de alto nível, sem detalhamento. É o que acontece quando se deseja contratar uma fábrica de software para desenvolver sistemas e dentro do escopo da contratação há as fases de elicitação e especificação de requisitos. Ora, se não se conhece o sistema, se a fábrica é quem vai detalhar os requisitos, como é que se define o objeto da contratação através de pontos de função?

Para isso alguns órgãos da Administração Pública têm usado a técnica de estimativa Nesma, descrita abaixo:

– estime os arquivos lógicos (AIE e ALI)
– estime as funções transacionais (EE, SE, CE)

Conte para todos os Arquivos Lógicos uma complexidade baixa e para todas as Funções Transacionais identificadas como a complexidade média. Ou seja, para cada ALI serão multiplicados 7 pontos, AIE 5 pontos, SE 5 pontos, e 4 pontos tanto para EE quanto para CE.

Outra forma de contagem é a Indicativa, na qual são usados os Arquivos de Interface Externa (AIE) e os Arquivos Lógicos Internos (ALI). Neste caso, consideram-se 35 pontos para cada ALI e 15 pontos para cada AIE identificado. Note que para isso é necessário reconhecer ao menos as funções de dados.

Durante a previsão também é importante acrescentar à estimativa um percentual devido ao fator de crescimento, conhecido como “scope creep”, ou seja, deve-se considerar que é normal ocorrerem mudanças de requisitos no decorrer do projeto, na qual novas funções surgem ou outras são excluídas. Recomenda-se utilizar o percentual de 30 a 40%.

Essa técnica está sendo aplicada em alguns órgãos e a medição do tamanho tem resultado em valores próximos à contagem final.

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Alessandra Lima

Formada em Ciências da Computação pela Universidade de Brasília, atualmente é Analista em Tecnologia da Informação do MP (ATI/MPOG), em exercício no Ministério do Meio Ambiente (MMA). Foi analista de sistemas no Serpro (entrou como concursada em 1996) durante 3 anos, e no PNUD (Programa das Naçôes Unidas para o Desenvolvimento) durante 7 anos. Trabalhou com diversas linguagens, dentre elas VB, ASP e ABAP, e na customização dos módulos MM e PS do R/3 SAP. Outros concursos (2010) Dataprev - Auditoria em TI - 1o lugar Serpro - Negócios em TI - 20o lugar Artigo Publicado Pontos a serem Considerados na Estratégia de Implantação de ERP

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3 Resultados

  1. Victor disse:

    Posso concluir então que, independente do tipo de contagem, tenho que ter, no mínimo, os ALI / AIE ‘s  já definidos?

  2. Alessandra disse:

    Domingos,
    Esse percentual é uma sugestão e foi retirado do Roteiro de Métricas de Softwares do SISP (disponível em http://www.governoeletronico.gov.br/biblioteca/arquivos/roteiro-de-metricas-de-software-do-sisp/view?searchterm=m%C3%A9tricas). Se a instituição for madura e tiver um histórico de medidas, esse percentual pode ser alterado a fim de refletir a sua experiência. Além disso, se a estimativa for feita após a fase de requisitos, já com os casos de uso definidos, o percentual pode ser de 20% a 30%. 

    Espero ter esclarecido.

    Alessandra 

  3. domingos disse:

    Boa noite.
    parabéns.
    OBS:  NO TRECHO: Durante a previsão também é importante acrescentar à estimativa um percentual devido ao fator de crescimento, conhecido como “scope creep”, ou seja, deve-se considerar que é normal ocorrerem mudanças de requisitos no decorrer do projeto, na qual novas funções surgem ou outras são excluídas. Recomenda-se utilizar o percentual de 30 a 40%. TEM CERTEZA QUE 30 A 40%

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