Cada um é que sabe onde o sapato lhe aperta…

(e-mail postado na timasters)
Nós tendemos a “medir” as vidas dos outros pela nossa “trena”. Ou seja, julgamos as atitudes dos outros tomando como base o nosso próprio cenário. Mas esse não é o problema, pois não podemos ter controle sobre o que os outros acham.
O problema começa quando distorcemos nossas vidas para se encaixar na “trena” dos outros, ou seja, tomar decisões pensando no que os outros vão achar.
Eu larguei de mão quando o primeiro colega de faculdade (de classe média alta) me criticou por eu optar por ser milico. Ele chegou e falou assim quando tava indo assinar meu termo de compromisso no início do terceiro ano:
Tá vendendo a alma, heim? Por que você não pede um mesada pequena para os seus pais e tenta viver só com isso (como eu). Você devia abrir mão de regalias agora (como eu) para depois não ficar “preso” por cinco anos nesse inferno. 
Eu respondi:
– Você está certo. O problema é que meu pai é falecido, e eu estou virando milico justamente porque minha mãe é que precisa da mesada para sobreviver…
Ele ficou sem fala na hora…
O mais trágico foi que no quinto ano, o Pai dele, provedor da família, faleceu, e ele correu para ver se o “inferno” (a Aeronáutica) o aceitaria, pois, do contrário, ele não iria mais conseguir se manter, e, naquele momento, aquela oportunidade seria o céu.
Moral da História: Cada um é que sabe onde o sapato lhe aperta…

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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