Papo de WC: A Força da Imagem do Desktop

Caros Colegas,

 

Todo mundo fala que nossas ações sempre devem estar alinhadas com os nossos objetivos.

Jóia! Então porque, vira e mexe, nos vemos dedicando recursos (tempo e dinheiro, principalmente) em ações que não contribuem para a realização dos nossos sonhos?

A minha aposta é que, apesar de estarmos lidando muito com TI, (ainda) não somos máquinas, ou seja, não dá para “setar” em nosso cérebro que o que for alinhado, “ok”, e o que não for, segue para /dev/null.

De outro lado, justamente por sermos humanos, temos gostos e opiniões, ou seja, mesmo cientes de que aquela ação não está alinhada, acabamos por nos permitir experimentá-la, porque, de alguma, aquilo nos dará algum tipo de satisfação.

Tem alguma coisa errada em “chutar o balde” de vez em quando? Não, claro que não. Desde que sob duas condições:

  • consciência do que você está fazendo: estava programando um período de dedicação, mas apareceu uma oportunidade de lazer irrecusável, então eu vou, mas  com a plena certeza de que naquele momento eu não vou estudar (até para poder aproveitar de verdade) e que depois vou ter que compensar esse tempo de alguma forma ; e
  • percentual dessas atividades esteja dentro do planejado: usei alguma divisão de tempo entre obrigação e lazer, e, se eu for “curtir” essa atividade nçao programada, estarei dentro do planejamento previsto.

Lembre-se que você tem “obrigação” de ser uma pessoa planejada, alguém que calcula limites, não um vidente, alguém que sabe  quando as oportunidades vão aparecer.

– O problema, Walter, é que, mesmo sabendo disso tudo, acabamos por nos dispersar rotineiramente e toda essa “consciência” de limites vai por água abaixo. 

Sim, eu sei. Mas sei também que para ter consciência de uma coisa, você não pode se permitir esquecê-la.

– Como assim? Eu sempre eu me lembro dos meus objetivos!

Será? Eu não estou falando só de “lembrar”, mas de “nunca esquecer”, que, por incrível que pareça, não são expressões iguais.

Veja, se eu pedir para você me citar agora seus objetivos, não tenho dúvidas de que você vai lembrar (espero…), contudo vai demorar alguns minutos, pois, você provavelmente não os mantém na mente, ou seja, os esquece em meio  a rotina. Confere?

– Beleza, mas como fazer para nunca tirar da mente esses objetivos?

A minha dica é que você exercite técnicas que não deixem os seus objetivos ficarem fora dos alcance dos seus olhos por muito tempo, uma vez que são os nossos olhos que alimentam a nossa mente. Manter a imagem do objeto/situação de desejo nos seus olhos é umas das técnicas mais antigas de motivação, fartamente usada por organizações militares, com o intuito de que seus componentes nunca percam seus reais objetivos diante do sofrimento/rotina.

Walter, dê logo aí um caso prático. 

Pessoal, tem gente que coloca mapas mentais no banheiro, contra-cheque na frente da mesa de estudo, etc. No meu caso, de uns tempos para cá, venho colocando as imagens de desejo como pano de fundo da tela do meu laptop. Ora, como um típico cara de TI, passo a maior parte do tempo olhando para a tela do computador. Conseguem imaginar lugar melhor? Faz menos de um ano que tenho adotado essa prática, mas gostaria de ter adotado há mais tempo.

Walter, e quer dizer que você tem realizado tudo que você coloca na tela do seu computador?

Claro que não, né, pessoal… Garantidos mesmo, só a morte e os impostos. O que tem acontecido de concreto comigo é que tem sido muito mais fácil me esquivar de atividades não alinhadas aos objetivos. A tradicional empolgação momentânea não resiste a uma boa olhada no que está na tela do meu computador.

Conseguir o objetivo, em si, depende de muitos outros fatores os quais, por vezes, nem estão sob o nosso controle. Porém, com a técnica da Imagem do Desktop, a falta de diretividade nas ações não será mais um obstáculo. E eu não estou falando só de estudos para concursos, mas de aquisição de bens (casa, carros, etc.), viagens (EUA, Europa, etc), Planos para a Família…

Segue como figura do post a minha atual tela. Vai ser trocada? Não sei. Vou conseguir? Também, não sei. Quanto tempo vai demorar? Essa é que eu não sei mesmo. =D

Só sei que, enquanto ela estiver lá, vai ser o foco das minhas ações atuais.

 

Fica a dica!

 

WC

 

 

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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