Quando o esforço não é meu, meu empenho é máximo!

folgado-jpg_134933Caros,

Esse ditado que ouvi há pouco traduz muito do que eu tenho experimentado ao longo desses anos tentando auxiliar alunos para Concursos Públicos.

Infelizmente, a maioria das pessoas são Gueixas para pedir, mas se tornam verdadeiros Samurais quando são solicitados a dar sua contrapartida. E, pior, justamente em assuntos nos quais praticamente só elas mesmas tem interesse.

Não sabem do que eu estou falando? Vamos aos exemplos:

Exemplo 1:

Concurseiro 1: – Professor, por favor, preciso muito que você me dê dicas de como passar em concursos!

Professor 1: – Ok, Concurseiro, então detalhe, por favor, as suas dúvidas, uma por uma, que eu as reponderei, ok?

Concurseiro 1: – Ah, Professor. Eu quero saber tudo!

Professor 1: – Ok, Concurseiro. Porém, eu preciso que você detalhe suas ideias para que eu possa começar a ajudá-lo. 

Concurseiro 1: Nossa, Professor! Se você não quer ajudar, obrigado por tomar seu tempo… Passar bem!

 

Exemplo 2:

Concurseiro 1: – Professor, por favor, preciso muito que você me ajude a conseguir alguns pontos de recurso na prova que eu fiz. 

Professor 1: – Ok, Concurseiro, por favor, envie uma minuta de recurso das questões detalhando nas quais você acha que foi prejudicado.

Concurseiro 1: – Ah, Professor. Eu não sei fazer recurso. Eu queria que o senhor revisasse a minha a minha prova toda e fizesse os recursos.

Professor 1: – Ok, Concurseiro, fazer recurso é fácil. Tá aqui alguns exemplos. Eu só preciso que você aponte onde você acredita que foi prejudicado. 

Concurseiro 1: Nossa, Professor! Se você não quer ajudar, obrigado por tomar seu tempo… Passar bem!

 

Exemplo 3:

Concurseiro 1: (em qualquer rede social ou até mesmo whatsup) – Professor, e aí, tudo bem? Eu queria saber <qualquer coisa sobre concursos>. 

Professor 1: – Concurseiro, tudo bom.  Quanto à  sua pergunta, eu preciso que você a poste nessa canal aqui, que é o mais apropriado e no qual outros poderão aproveitar a resposta. 

Concurseiro 1: – Ah, Professor, mas eu queria que você me falasse por aqui mesmo e agora.

Professor 1: – Concurseiro, é de madrugada e eu estou aqui fazendo outra coisa que tem um certa prioridade para mim. Contudo, se você postar a dúvida no canal que eu te indiquei, prometo que ela vai entrar na filar e eu vou responder o quanto antes. 

Concurseiro 1: Nossa, Professor! Se você não quer ajudar, obrigado por tomar seu tempo… Passar bem!

 

Então, Senhores, creio que com os exemplos que citei vocês entenderam o ditado título do post.

Uma das primeiras coisas que eu aprendi na faculdade , foi que, se você quer ser ajudado, ajude-se primeiro. Concordam? Enfim, se você mesmo não acha que vale a pena empregar seu tempo para resolver os seus próprios problemas, imagine quem você está pedindo ajuda.

É necessário entender que, para conseguir escalabilidade (atender o máximo de pessoas), indivíduos que são muito solicitados – assim como ocorre com as entidades –  normalmente criam critérios de admissibilidade. E, para obter ajuda, você vai ter que respeitá-los, afinal, você é o maior interessado. Então, comece demonstrando esse seu interesse se empenhando em atender as mínimas condições que lhe são solicitadas.

Moral da Estória: Ajude-se a ser ajudado!

Bons Estudos!

WC

 

 

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Walter Cunha

O professor Walter Cunha é pós-graduado em Gerência de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Engenheiro Eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica ( ITA).

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1 Resultado

  1. Oi Walter,
    fica assim não cara. Por experiência própria, só tenho a agradecer pelas vezes que puder contar com você e todo pessoal da T.I. Masters. São sempre solícitos e atenciosos.
    Uma coisa é certa meu amigo, pessoas folgadas, sempre irão existir, mas os bons são, infelizmente, a minoria.

    Um forte abraço!

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